Na Veterinários Sobre Rodas acreditamos que a saúde dos animais de companhia começa na prevenção, mas passa também pelo diagnóstico precoce e pelo tratamento adequado. Algumas doenças podem ser graves ou crónicas, mas quando identificadas atempadamente é possível melhorar significativamente a qualidade de vida do animal.
Conheça três doenças importantes em cães e gatos e saiba como prevenir, diagnosticar e tratar.
A leishmaniose é uma doença grave e crónica que afeta os cães, causada por um parasita transmitido pela picada de um mosquito específico (flebótomo), mais ativo ao entardecer e durante a noite, sobretudo nos meses mais quentes.
Os sinais clínicos podem surgir de forma lenta e progressiva, variando de animal para animal. Os mais comuns incluem:
O diagnóstico é feito através de testes específicos, geralmente análises ao sangue, que permitem detetar a presença do parasita ou dos anticorpos. A testagem regular é muito importante, mesmo em cães sem sintomas, sobretudo em zonas de risco ou antes da vacinação.
A leishmaniose não tem cura definitiva, mas pode ser controlada. O tratamento é prolongado e ajustado a cada caso, podendo incluir medicação específica para controlar o parasita e terapêutica de suporte, especialmente para proteger os rins. Com acompanhamento veterinário regular, muitos cães conseguem ter uma boa qualidade de vida.
A vacinação, a testagem regular e o uso de repelentes contra o mosquito são fundamentais na prevenção.
A tosse do canil, ou traqueobronquite infecciosa, é uma doença respiratória contagiosa que afeta os cães.
A transmissão ocorre através do contacto entre cães, gotículas respiratórias (tosse e espirros) e ambientes partilhados, como hotéis, creches, parques, exposições ou clínicas veterinárias.
Os sinais mais frequentes incluem:
O diagnóstico é geralmente clínico, baseado nos sintomas e no historial do animal (contacto com outros cães, estadias em hotéis ou creches). Em casos mais graves ou persistentes, podem ser necessários exames complementares, como radiografias ou testes específicos.
Na maioria dos casos, a tosse do canil é ligeira e de evolução limitada.
O tratamento pode incluir:
Em cachorros, cães idosos ou imunodeprimidos, o acompanhamento veterinário é essencial para evitar complicações. A vacinação é a melhor forma de prevenção, especialmente em cães que convivem com outros cães.
O FeLV (Vírus da Leucemia Felina) é uma doença viral grave que afeta exclusivamente os gatos e compromete o sistema imunitário.
A transmissão ocorre através do contacto próximo entre gatos, como lambeduras, partilha de comedouros e bebedouros, mordeduras, via relação sexual e também da mãe para os gatinhos.
Os sinais clínicos podem ser variados e nem sempre imediatos:
O diagnóstico é feito através de um teste específico, realizado a partir de uma amostra de sangue. A testagem é essencial antes da vacinação e deve ser feita em gatos com acesso ao exterior, novos gatos na casa ou sempre que existam sintomas compatíveis.
O FeLV não tem cura. O tratamento é de suporte e adaptado a cada gato, com o objetivo de:
Com acompanhamento veterinário regular, alguns gatos FeLV positivos podem viver vários anos com boa qualidade de vida.
A testagem e a vacinação são os principais pilares da prevenção.
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