A desparasitação é essencial para a saúde e bem-estar do seu animal! O nosso serviço de desparasitação ao domicílio tem como principal objetivo manter o seu animal da companhia livre de endoparasitas (parasitas internos) e de ectoparasitas (parasitas externos).

O que é a desparasitação?

A desparasitação consiste na administração ou na aplicação de substâncias antiparasitárias com vista ao tratamento e à prevenção de doenças parasitárias, como é o caso da leishmaniose.

 

Endoparasitas | Parasitas internos

Os endoparasitas ou parasitas internos, são parasitas que se localizam no interior dos animais (hospedeiros). Alguns endoparasitas são zoonóticos, ou seja, podem ser transmitidos dos animais para os humanos, como é o caso do parasita responsável pela toxoplasmose (Toxoplasma Gondii).

Os sintomas e os sinais clínicos associados aos endoparasitas são muito variáveis, estando maioritariamente relacionados com a localização e com a ação patogénica de cada tipo de parasita.

Alguns exemplos dos parasitas internos que mais frequentemente afetam os cães e os gatos em Portugal são:


Toxocara spp. e Toxascaris Leonina (Lombrigas)

Os parasitas adultos são visíveis a olho nú (podem ter mais de 10 cm de comprimento) e afetam essencialmente o intestino dos gatinhos e dos cachorros.

A transmissão destes endoparasitas pode ocorrer através da placenta (via transplacentária), do leite (via galactogénica) ou pela simples ingestão de ovos que saiem juntamente com as fezes.

Os sinais clínicos mais frequentemente associados a estes parasitas internos são a diarreia e os vómitos, sendo também típico observar-se em cachorros e em gatinhos uma dilatação anormal da barriga.

O diagnóstico destes endoparasitas pode ser feito através de uma análise às fezes.

Atenção estes parasitas são zoonóticos!


Giardia spp.

É um endoparasita microscópico (não visível a olho nú) que afeta o intestino dos cães e dos gatos, sendo bastante comum em animais jovens.

A transmissão deste parasita interno ocorre através da ingestão dos oocistos (formas infetantes semelhantes a ovos) que são eliminados juntamente com as fezes.

As diarreias profusas são um dos principais sinais clínicos observados.

O diagnóstico deste endoparasita pode ser feito através de uma análise às fezes.

A maioria dos esquemas de desparasitação usados para eliminar os parasitas internos não são eficazes contra o parasita Giardia.

O tratamento é complexo e a probabilidade de reinfeção muito elevada.

Atenção este parasita é zoonótico!


Dirofilaria Immitis

É o endoparasita responsável pela dirofilariose, uma doença prevalente em Portugal que afeta não só os cães como também os gatos.

As formas adultas do parasita podem atingir grandes dimensões (cerca de 30 cm) e alojam-se no coração e nas artérias pulmonares.

A transmissão deste parasita interno é levada a cabo por mosquitos.

Os sinais clínicos mais frequentemente associados à dirofilariose são a tosse, a dispneia (termo médico para dificuldade em respirar), a fraqueza e por vezes episódios de sincope após esforço físico.

O diagnóstico deste endoparasita pode ser feito através de análises ao sangue.

O tratamento é complexo e acarreta bastantes riscos (embolia pulmonar, por exemplo).

Atenção este parasita é zoonótico!
 


Leishmania Infantum

É o endoparasita responsável pela leishmaniose, uma doença sistémica grave que pode atingir os cães e os gatos.

Este parasita interno é transmitido por flebótomos (insetos semelhantes aos mosquitos, mas de menores dimensões) e afeta maioritariamente as células de defesa do organismo, como é o caso dos macrófagos.

O diagnóstico de leishmaniose em cães e em gatos é baseado tanto na presença de sinais clínicos (dermatites) e/ou de anomalias clínico-patológicas (anemia, por exemplo) compatíveis com a doença como na confirmação laboratorial da infeção através de métodos laboratoriais.

O tratamento da leishmaniose é complexo e envolve, entre outras coisas, a administração de medicamentos leishmanicidas (medicamentos que matam o parasita Leishmania) e/ou leishmanioestáticos (medicamentos que impedem o desenvolvimento do parasita Leishmania).

Atenção este parasita é zoonótico!


Ectoparasitas | Parasitas externos

Os ectoparasitas ou parasitas externos, são parasitas que se localizam sobretudo na pele dos animais.

Os ectoparasitas são também eles um grupo de parasitas com bastante impacto para a saúde animal, quer pela sua ação espoliadora (ao retirarem substâncias/nutrientes do organismo – sangue, por exemplo) quer pela transmissão de endoparasitas, bactérias e vírus responsáveis por doenças graves.

Alguns exemplos dos parasitas externos que mais frequentemente afetam os cães e gatos em Portugal são:


Carraças

São parasitas externos que se alimentam de sangue e que podem transmitir uma série de agentes patogénicos (endoparasitas, bactérias e vírus) podem causar doenças graves nos animais, como é o caso da vulgarmente denominada febre da carraça.

Para além disso, a saliva destes ectoparasitas contém substâncias capazes de desencadear reações alérgicas ou até mesmo originar quadros tóxico-paralisantes.

Saiba tudo sobre carraças aqui! 


Pulgas

À semelhança das carraças, as pulgas também são parasitas externos que se alimentam de sangue e também elas podem transmitir agentes patogénicos aos animais, como é o caso do endoparasita Dipylidium Caninum.

Adicionalmente as pulgas podem desencadear reações alérgicas, tais como a DAPP (Dermatite Alérgica à Picada da Pulga), frequentemente observada em cães.

Saiba tudo sobre pulgas aqui! 


Ácaros

São ectoparasitas de pequenas dimensões, alguns dos quais não visíveis a olho nú.

Sarcoptes scabiei é uma das espécies com maior impacto na saúde animal e humana sendo responsável pela sarna sarcótica ou escabiose, uma doença contagiosa onde se podem observar graves lesões na pele.


Mosquitos

Os mosquitos, nomeadamente as fêmeas, são ectoparasitas que procuram não só os humanos, mas também os cães e os gatos, para se alimentarem de sangue (essencial para o desenvolvimento e postura dos ovos).

Estes ectoparasitas são responsáveis pela transmissão de muitos agentes patogénicos, como é o caso do endoparasita responsável pela dirofilariose (Dirofilaria Immitis).


Flebótomos

Erradamente chamados de mosquitos, os flebótomos são insetos voadores muito pequenos (1,5 a 3,5 mm de comprimento) que se alimentam de sangue (apenas as fêmeas).

Estes ectoparasitas são os vetores do parasita Leishmania Infantum, responsável pela leishmaniose canina, felina e humana.


Desparasitação Interna para cães

Os planos de desparasitação interna para cães devem ser delineados tendo conta o tipo de parasitas alvo, e a idade e o estilo de vida do animal.

A análise das fezes é um exame essencial para a escolha das terapêuticas mais assertivas.

De acordo com o Conselho Europeu para o Controlo das Parasitoses dos Animais de Companhia (ESCCAP), a desparasitação interna deve ser efetuada da seguinte forma:

  • Cachorros – a partir das 2 semanas de idade, a cada 14 dias até 2 semanas após o desmame, e posteriormente todos os meses até aos 6 meses de idade.
  • Fêmeas gestantes – no último terço de gestação. Importante, aconselhe-se sempre com o seu médico-veterinário sobre quais os desparasitantes que não comprometem a saúde dos fetos.
  • Fêmeas lactantes – concomitantemente com a primeira desparasitação interna dos cachorros.
  • Cães adultos – De uma forma genérica a desparasitação interna em cães adultos é aconselhada de 3 em 3 meses, sendo, no entanto, variável consoante o risco de infeção.
Desparasitação ao Domicílio

Desparasitação Externa para cães

A desparasitação externa para cães tem um duplo objetivo, o de repelir e o de eliminar os ectoparasitas que se encontram ou que se possam vir a encontrar nos cães. Deverá optar sempre por proteger o seu cão através do uso combinado de inseticidas e de repelentes. Importa lembrar que nalguns casos a administração de inseticidas por si só é insuficiente, não impedindo a transmissão de agentes infeciosos pelos ectoparasitas.

De forma a facilitar a compreensão, deixamos um exemplo prático usando dois dos desparasitantes externos mais conhecidos em Portugal, o Bravecto® (inseticida) e a coleira Scalibor® (repelente):

  • Se optar apenas apenas pelo desparasitante externo Bravecto® - conseguirá a eliminação dos ectoparasitas (carraças e pulgas, por exemplo) que se alimentaram no cão (efeito inseticida), mas não impedirá que estes lhe possam transmitir agentes infeciosos.
  • Se optar por uma combinação do desparasitante externo Bravecto® com a coleira Scalibor® - conseguirá evitar não só que os ectoparasitas se alimentem no cão (efeito repelente), mas também eliminar os ectoparasitas mais persistentes que resistam à barreira inicial (efeito inseticida).

Desparasitante interno e externo para cães

Existem atualmente disponiveis inúmeras formulações de desparasitantes internos e externos para cães no mercado. Deverá pedir aconselhamento médico-veterinário sobre quais as melhores opções para desparasitação do seu patudo, entre outras coisas.

No momento da escolha deverá ter em conta a facilidade da administração/aplicação do desparasitante (existem formulações orais e tópicas quer para endoparasitas quer para ectoparasitas), assim como a eficácia e tempo de ação do desparasitante contra os parasitas mais frequentes na sua zona.

Desparasitação interna para gatos

Os planos de desparasitação interna para gatos baseiam-se nos mesmo princípios anteriormente referidos para os cães. De acordo com o Conselho Europeu para o Controlo das Parasitoses dos Animais de Companhia (ESCCAP), a desparasitação interna deve ser efetuada da seguinte forma:

  • Gatinhos – a partir das 3 semanas de idade, a cada 14 dias até 2 semanas após o desmame, e posteriormente todos os meses até aos 6 meses de idade.
  • Fêmeas gestantes – no último terço de gestação. Importante, aconselhe-se sempre com o seu médico-veterinário sobre quais os desparasitantes que não comprometem a saúde dos fetos.
  • Fêmeas lactantes – concomitantemente com a primeira desparasitação interna dos cachorros.
  • Gatos adultos (sem acesso à rua) – 6 em 6 meses.
  • Gatos adultos (com acesso à rua) – 3 em 3 meses.

Desparasitação externa para gatos

A desparasitação externa para gatos é em tudo semelhante para o dos cães, tendo o objetivo de repelir e de eliminar os ectoparasitas que se encontram ou que se possam vir a encontrar nos cães. Deverá optar sempre por proteger o seu gato através do uso combinado de inseticidas e de repelentes.

Importa lembrar que nalguns casos a administração de inseticidas por si só é insuficiente, não impedindo a transmissão de agentes infeciosos pelos ectoparasitas.

A maioria dos repelentes usados para prevenir a leishmaniose nos cães, como é o caso de algumas pipetas e da coleira Scalibor®, contêm substâncias extremamente tóxicas para os gatos.

Até ao momento apenas a coleira Seresto® para gatos demonstrou ser eficaz na redução do risco de leishmaniose felina.

Desparasitante interno e externo para gatos

Tal como referido para o caso dos cães, existem atualmente disponíveis inúmeras formulações de desparasitantes internos e externos para gatos no mercado. Deverá pedir aconselhamento médico-veterinário sobre quais as melhores opções para desparasitação do seu animal, entre outras coisas.

No momento da escolha deverá ter em conta a facilidade da administração/aplicação do desparasitante (existem formulações orais e tópicas quer para endoparasitas quer para ectoparasitas), a eficácia e tempo de ação do desparasitante contra os parasitas mais frequentes na sua zona, assim como se pode ser aplicado ou administrado a gatos.

Importa salientar que muitos dos desparasitantes externos usados nos cães são tóxicos para os gatos.

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